O NARIZ
Em 1974 eu estava cursando o primeiro ano de graduação no IME. Era período integral de estudo somado à instrução militar. Ambos tinham a presença controlada de forma muito rígida. Quem estourasse em faltas (que eram pouquíssimas) corria o risco de ser desligado. Fazia bastante sentido, pois éramos pagos pra estudar e não faríamos mais do que obrigação em estar presente. Numa certa tarde, eu deveria fazer um trabalho conjunto com um colega de turma (conhecido desde o cursinho pré-vestibular) que morava próximo. Na chegada à sua casa, cometi a besteira de passar correndo para pegar o elevador sem ver que havia uma parede de vidro na frente. Resultado: arrebentei a cara na tal parede. O impacto foi tão forte que o barulho chamou a atenção do porteiro. Cheguei na casa do meu amigo com o nariz sangrando pelos poros da pele, tal a hemorragia resultante. É claro que não consegui fazer o trabalho. A mãe dele me forneceu g...